Conceitos e idéias na área de desenvolvimento sustentável vêm sendo constantemente discutidos e incentivados dentro do mundo corporativo. Diversas empresas se vêem obrigadas a demonstrar para a sociedade projetos sustentáveis os quais, muitas vezes, se tornam pouco coerentes e acabam se apresentando muito mais como estratégia de marketing do que preocupação sócio-ambiental. Ao trabalhar com a madeira de demolição, além de evitar a derrubada de novas árvores, está se reciclando o material. Segundo a Secretaria Nacional de Saneamento Básico, resíduos de construção e de demolição representam de 51% a 70% do lixo urbano no Brasil.
A madeira de demolição no mobiliário dá possibilidades para produtos com inovações no setor moveleiro. Neste setor a inovação é algo bastante desejado pelas empresas. A diferenciação de produto é a introdução de pequenas modificações técnicas (ou estéticas) para atingir um novo segmento do mercado, para aumentar alinha aparente de produtos ou para reposicionar um produto em relação a um concorrente.
Segundo o Manual do Oslo, Proposta de Diretrizes para Coleta e Interpretação de Dados sobre Inovação Tecnológica, “a inovação pode também melhorar o desempenho da empresa, pois ela faz aumentar sua capacidade de inovar. Por exemplo, melhoramentos nos processos de produção podem permitir o desenvolvimento de um novo leque de produtos, e novas práticas organizacionais podem melhorar a capacidade empresarial de adquirir e criar novos conhecimentos que poderão ser usados para o desenvolvimento de outras inovações.”
A empresa SrtaaT, recentemente desenvolveu um projeto inovador em Botucatu, interior de São Paulo. Fez um intercambio entre a designer canadense Cristina Cotovelo e o artesão e escultor da cidade José Godinho para criação de uma linha de objetos e móveis utilizando-se a madeira de demolição (figura acima). A inovação através do material no design do móvel acarretou também na inovação do processo de produção, capaz de fortalecer a rede local de fornecedores e produtores e reutilizar a madeira de demolição descartada na cidade. Outro aspecto da inovação foi fato do artesão José Godinho, que também coleta e estoca madeira de demolição no município, desenvolver uma máquina capaz de lavar a madeira, tirando a sujeira e o excesso de tinta mas mantendo ainda suas diferentes tonalidades.
A linha de móveis resultante do projeto ficou exposta na Galeria Ovo, em São Paulo, durante um mês e agora tem exclusividade na venda de edição limitada. A empresa StraaT também estabeleceu parceria com a loja A Camponesa, próxima de Pardinho e Botucatu, para a comercialização de algumas peças. Fora do Brasil, a empresa Touch que também auxiliou no intercâmbio terá exclusividade de venda dos produtos nos Estados Unidos.
A madeira de demolição no mobiliário dá possibilidades para produtos com inovações no setor moveleiro. Neste setor a inovação é algo bastante desejado pelas empresas. A diferenciação de produto é a introdução de pequenas modificações técnicas (ou estéticas) para atingir um novo segmento do mercado, para aumentar alinha aparente de produtos ou para reposicionar um produto em relação a um concorrente.
Segundo o Manual do Oslo, Proposta de Diretrizes para Coleta e Interpretação de Dados sobre Inovação Tecnológica, “a inovação pode também melhorar o desempenho da empresa, pois ela faz aumentar sua capacidade de inovar. Por exemplo, melhoramentos nos processos de produção podem permitir o desenvolvimento de um novo leque de produtos, e novas práticas organizacionais podem melhorar a capacidade empresarial de adquirir e criar novos conhecimentos que poderão ser usados para o desenvolvimento de outras inovações.”
A empresa SrtaaT, recentemente desenvolveu um projeto inovador em Botucatu, interior de São Paulo. Fez um intercambio entre a designer canadense Cristina Cotovelo e o artesão e escultor da cidade José Godinho para criação de uma linha de objetos e móveis utilizando-se a madeira de demolição (figura acima). A inovação através do material no design do móvel acarretou também na inovação do processo de produção, capaz de fortalecer a rede local de fornecedores e produtores e reutilizar a madeira de demolição descartada na cidade. Outro aspecto da inovação foi fato do artesão José Godinho, que também coleta e estoca madeira de demolição no município, desenvolver uma máquina capaz de lavar a madeira, tirando a sujeira e o excesso de tinta mas mantendo ainda suas diferentes tonalidades.
A linha de móveis resultante do projeto ficou exposta na Galeria Ovo, em São Paulo, durante um mês e agora tem exclusividade na venda de edição limitada. A empresa StraaT também estabeleceu parceria com a loja A Camponesa, próxima de Pardinho e Botucatu, para a comercialização de algumas peças. Fora do Brasil, a empresa Touch que também auxiliou no intercâmbio terá exclusividade de venda dos produtos nos Estados Unidos.
Em Curitiba, a empresa Nossa Casa Mobília Contemporânea também lançou uma marca no mercado que se utiliza da madeira de demolição e sobras de marcenaria para a produção de móveis, a Reinvento. Até o momento a empresa desenhou e produziu poucas modelos, pois ainda está em fase de implantação do produto no mercado. De acordo com a designer Fernanda Carneiro, uma das criadoras da marca, para cada peça desenhada é produzida pelo menos 10 unidades a fim de minimizar os custos. Mesmo assim, para a empresa, a produção de móveis com madeira de demolição ainda sai em torno de 20% mais caro que o processo tradicional com MDF BP. “Trata-se de um processo mais artesanal, exige mais tempo e apenas um marceneiro, dos empregados da empresa, domina a técnica” explica a designer.
Móvel produzido e comercializado pela Nossa Casa Mobilia Contemporânea - Designer Fernanda CarneiroNo entanto, se grande parte dos problemas ambientais pode ser atribuída ao design convencional e pela indústria, que desconsideraram os riscos e impactos ambientais ao produzir bens e serviços, torna-se uma tendência, na área de engenharia, arquitetura e design, o eco-design. Este conceito tem como objetivo principal projetar lugares, produtos e serviços que, de alguma forma, reduzam o uso de recursos não-renováveis ou minimizem o impacto ambiental.
Sendo o mobiliário um produto indispensável para se habitar, os móveis com madeira de demolição, juntamente com conceitos de sustentabilidade social, através de uma boa gestão de projetos, possui um grande potencial para a indústria que através também da inovação pode tornar-se um diferencial no mercado.
fontes:Trecho do texto retirado da Monografia do curso de pós graduação em Gestão de Projeto FESP, Fernando Henrique Neves;
www.bazarnossacasa.blogspot.com - acessado em 10-05-09;
Revista AU- arquitetura e urbanismo edição n 179, fevereiro 2009 – editora Pini



